"Porque quem quase morre ainda vive,
Quem quase vive já morreu"
Às vezes eu paro e penso: um dia eu vou morrer, MORRER de verdade sabe? Isso não é só algo de filme ou novela é real. E então eu me pergunto será que eu vou estar satisfeita com o que eu fiz em vida? Será que eu vivi mesmo ou apenas existi? E esse tipo de pergunta me preocupa, preocupa bastante. Não quero ser daquelas pessoas que passam em branco na vida dos outros. Quero que depois da minha morte as pessoas pensem: "Ah, a Bia? Era super gente boa, divertida e principalmente original, não consigo acreditar que ela morreu! Vai deixar saudades." S-A-U-D-A-D-E-S, é isso que eu quero, fazer falta para alguém. Porque se você para pra pensar bem, em alguns anos ninguém vai se lembrar daquele super mico que você pagou, das notas baixas que você tirou, da sua tristeza ao ter o coração partido pela primeira vez... Então qual é o sentido de tudo isso? Da vida? De que adianta viver 80-90 anos se nada do que você fez realmente importa? Tudo vai cair no esquecimento e parafraseando o Gus, personagem de a culpa é das estrelas: "Meu maior medo é cair no esquecimento" e é verdade, é inevitável não sentir isso pelo menos uma vez na vida. Mas a diferença entre o meu medo e o dele é que ele deseja que o mundo se lembre dele por algo que ele fez já eu só quero que alguém se lembre de mim. Qualquer um. Enquanto uma única pessoa nesse mundo se lembrar de mim eu estarei viva. Mas talvez nada disso importe no fim. Porque talvez o importante seja fazer a diferença na vida de alguém ou talvez nada disso realmente importe, afinal daqui a 50 anos ninguém vai se lembrar de nada disso. Definitivamente estou tendo uma crise de meia-idade é isso.
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